Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Artigos > Notícias > HOMENAGEM - Joaquim Nabuco
Início do conteúdo da página

HOMENAGEM - João Cabral de Melo Neto

Nascido no dia 9 de janeiro de 1920, no Recife, o poeta e diplomata João Cabral de Melo Neto é um dos homenageados pelo Instituto Rio Branco, emprestan do seu nome a uma das salas de aula da instituição.

Durante a carreira de diplomata, João Cabral sempre conciliou seus trabalhos, tanto em postos no Brasil como no exterior, com a vida como poeta. Muito disso se deve ao fato de que, desde muito novo, o diplomata apresentava interesse pela poesia e lia tudo a que tinha acesso, o que acabou moldando seu caminho, fazendo com que viesse a se tornar um dos principais escritores brasileiros do século XX. Suas principais obras publicadas são: "Pedra do Sono", "O Rio", "Morte e Vida Severina", "Psicologia da Composição", dentre outras.

Ingressou na carreira de diplomata em 1945, quando foi nomeado para seu primeiro cargo, que viria a ser ocupado no ano seguinte, no Departamento Cultural do Itamaraty.

Em 1947 teve a sua primeira remoção. Foi servir no consulado geral em Barcelona como vice-cônsul e lá permaneceu três anos, até ser removido em 1950, para o consulado geral em Londres.

Afastou-se da carreira diplomática em 1952, para responder a inquérito em que foi acusado de subversão. Durante o andamento do processo trabalhou como secretário do jornal "A Vanguarda", até 1954, quando foi reintegrado à carreira no Departamento Cultural do Itamaraty.

Após sua remoção em 1956 para Barcelona como cônsul-adjunto, João Cabral de Melo Neto permaneceu quatro anos na Europa e serviu em outros dois postos, Madri e Marselha.

Em 1961, no governo de Jânio Quadros, é convidado para ser chefe de gabinete do Ministro da Agricultura, retorna ao Brasil e passa a residir em Brasília até 1964, ano em que os militares assumem o governo.

Com o fim do governo de Jânio Quadros, João Cabral, que já era conselheiro em 1964, parte rumo a Genebra para trabalhar na Delegação do Brasil juntos às Nações Unidas naquela cidade. Dois anos depois torna-se ministro-conselheiro e muda-se para Berna. Permanece na capital da Suíça até o ano seguinte, quando volta para Barcelona como cônsul-geral.

Em 15 de agosto de 1968 é eleito para a Academia Brasileira de Letras na vaga de Assis Chateaubriand, e toma posse no dia 6 de maio de 1969, ocupando a cadeira número 37.

Ainda como ministro-conselheiro, João Cabral serviu na embaixada de Assunção no Paraguai, em 1970, dois anos antes de ser nomeado embaixador em Dakar, no Senegal.

Ocupou outros dois cargos como embaixador, no Equador e em Honduras, em 1979 e 1981, respectivamente. Em 1982 parte para o Porto como cônsul-geral, e, em 1987, é removido para o Rio de Janeiro, onde permanece durante três anos, até aposentar-se.

João Cabral de Melo Neto morreu em 9 de outubro de 1999, e ao longo de sua vida conquistou vários prêmios literários, dentre os quais o Prêmio Luís de Camões e o Prêmio Jabuti.

registrado em: ,
Fim do conteúdo da página