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HOMENAGEM - Gilberto Amado

 

Nascido no município de Estância, Estado de Sergipe, em 7 de maio de 1887, Gilberto de Lima Azevedo Souza Amado de Faria, ou simplesmente Gilberto Amado, foi um advogado, jornalista, diplomata, escritor e político brasileiro. Trata-se de mais uma personalidade de nossa diplomacia cujo nome batiza uma das salas de aula do Instituto Rio Branco.

Gilberto Amado cursou o ensino primário em Itaporanga, interior de Sergipe. Em seguida, matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, onde obteve, em 1905, o diploma de farmacêutico. No mesmo ano ingressou na Faculdade de Direito de Recife, onde se formou quatro anos mais tarde.

Em 1910 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou no Jornal do Commercio – publicação voltada para notícias econômicas que contou com José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira, como editor. Além disso, sua contribuição para o jornalismo se dava por meio de uma coluna semanal no jornal “O País”. Em 1911 voltou para o Recife, para assumir o cargo de professor substituto de direito penal na faculdade onde se formara dois anos antes.

Em 1915, Gilberto Amado entrou para a política e foi eleito deputado federal por Sergipe. Cumpriu dois mandatos (1915-1917 e 1921-1926). Elegeu-se senador pelo mesmo estado em 1926. Sua carreira política de 15 anos se encerrou com a Revolução de 1930 e o fim da República Velha.

Após deixar a política, retornou às salas de aula, dessa vez na Faculdade Nacional de Direito do então Distrito Federal. Em 1934, após 4 anos de trabalho e estudos, iniciou a carreira que seguiu até o fim de sua vida.

Sucedendo a Clóvis Beviláqua, foi nomeado consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Permaneceu no cargo até 1936, quando foi nomeado embaixador no Chile. Seguiram-se as chefias das missões diplomáticas do Brasil em Roma (1939-1942) e Berna (1942-1943). Em 1948 passou a integrar e, por vezes, presidir, a Comissão de Direito Internacional da ONU, em Genebra. A contribuição de Gilberto Amado para o estudo do direito internacional é expressiva, e os arquivos do Itamaraty guardam diversos relatórios e teses do diplomata.

Como diplomata, foi ainda delegado do Brasil em todas as sessões ordinárias da Assembleia-Geral da ONU, desde as primeiras até a última à qual conseguiu comparecer, em 1968.

Ao longo de sua vida, o político e diplomata conciliou suas atividades com a carreira de escritor. Suas principais obras são: As chaves de Salomão e outros escritos (ensaios, 1914); A suave ascensão (poesia, 1917); Grão de areia: estudo de nosso tempo (ensaio, 1919; Aparências e realidades (1922); Eleições e representação (conferências, 1932); A dança sobre o abismo, (1932); Espírito de nosso tempo (1932); Dias e horas de vibração (crônicas, 1933); Inocentes e culpados (romance, 1941); Os interesses da companhia (romance, 1942); Poesias (1954); Assis Chateaubriand (ensaio, 1953); História de minha infância (1954); Minha formação no Recife (1955); Mocidade no Rio e primeira viagem à Europa (1956); Presença na política (1958); e Depois da política (1960).
Gilberto Amado possui ainda publicações no Anuário das Nações Unidas, como “Direito e deveres dos Estados”, “Definição da agressão”, “Processo arbitral", entre outras.

Em 3 de outubro de 1963 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Ribeiro Couto como quinto ocupante da Cadeira 26.
Gilberto Amado faleceu no Rio de Janeiro, em 27 de agosto de 1969.

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